Retalhos da Vida
28/09/2009
De primeiro se teceu junto os espetáculos. Eram muitos olhos e retalhos, passos e panos. E a gente conversava entre um ponto de costura e outro; entre uma dança e outra.
Depois, fomos afinando o instrumento de dentro pra fora e de fora pra dentro, como disse o poeta. Fomos vendo que a vida era o melhor dos nossos espetáculos. Como se ia costurar afetos e falas entre irmãos, filhos e filhas – entre tantos parceiros na vida repartida, ali?
Foi assim que fomos acolhendo e apertando mais e mais os vínculos dos que faziam a Escola do Vidança. Trocas de saberes e dizeres, fazeres de mãos e olhos na arte maior do encontro. Pronto: já havia nascido a ação intergeracional que chamamos Retalhos da Vida. E o que se foi acrescendo nessa tecelagem boa dos dias? A massoterapia, o corte e costura, a culinária, junto á tecelagem e os bordados. O saber feminino de séculos sendo entretecido no diálogo das gerações. Um saber que é memória e reinvenção. Olha!










